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Inverno : tendências roupas
A Rizza e Conde, por Ignez Ferraz
Winter apparel 2007: trend analysis


Falar em tendências num mundo tão diversificado é quase uma contradição. Pela rapidez de informações estamos sempre abertos a constantes mudanças culturais, aos sinais advindos das mais diversas áreas. Devemos aceitar estas diferenças e misturas, reler o passado, combinar materiais e texturas, recriando um estilo com uma linguagem contemporânea.



Pantalonas, saias curtas com salto alto, pelerines, chapéus...
ANOS 80, a grande inspiração desta estação.



Passada a euforia dos desfiles do FASHION RIO, vamos tentar decifrar (e intuir) o que realmente estará nas vitrines para nossa próxima estação outono/inverno. Lembramos que as “tendências internacionais” já haviam sido descritas em nosso artigo anterior ao desfile – e como vocês poderão ver, coincidem.


Tentei fazer um resumo objetivo por itens onde as imagens (que considero mais representativas, bonitas e usáveis) quase falarão por si só. Vamos lá:


ROUPAS


1-CORES


1.1-Preto


A cor simbólica deste inverno vem como o antagonismo do branco para o verão, cuja melhor interpretação foi sem dúvida o último desfile da Mara Mac.
O preto dominou as coleções da Animale e da Cavendish, marcando ainda forte presença na Tessuti e na AcquaStudio.



Animale e Cavendish


As roupas da Animale são curtíssimas – muitas vezes do comprimento de camisas, com quadriculados ligeiramente transparentes.
O vinil com textura de tartaruga acompanhou toda a coleção, dos microvestidos aos casacos, jaquetas e pelerines.
O escarpin preto de salto alto pode ser substituído ocasionalmente por outros em cores contrastantes.


Este vestido da Cavendish, única coleção a se inspirar na década de 20 com sua cintura baixa de melindrosa (leiam “ANOS JK” para conhecerem as Artes e Arquitetura daquele período), surge como síntese de vários detalhes apresentados nos desfiles: cordões na bainha (belo truque para induzir a um balloné “controlado”), tecido molengo como veludo molhado, gola-écharpe (eu adoro!) com variados caimentos. Além das meias pretas foscas (ótimas para os comprimentos mais curtos), usados com sandálias de plataforma.



1.2-Preto e branco


O branco ameniza o total black e conjuga uma combinação “sem erro”.



Alessa e Tessuti


A Alessa foi uma das poucas que apresentaram a assimetria de uma alça (a Animale desfilou um bonito tubinho preto com aplicações de vinil texturizado apenas no decote) neste simpático conjunto com pantalona, onde cifras de dinheiro são estampadas em dois tamanhos.


A Tessuti mostrou que shorts podem fazer bonito à noite com blusa de corte impecável, onde apenas a frente é opaca. Querem saber se poderiam compor o conjunto com meia-calça?
Devem - mas translúcidas!



1.3-Cinzas


Do gelo ao chumbo, passando por brumas e névoas, os cinzas foram as tonalidades mais presentes. Sobriedade fashion.



Permanente e Mara Mac


Dois exemplos antagônicos mostram com clareza a diversidade do cinza. Da Permanente, cuja coleção foi inspirada na Turquia (leiam “Curiosidades turcas” para melhor compreenderem este país), Andrea Saletto relê o terninho: surge a bermuda com elástico grosso logo abaixo do joelho, numa combinação exótica com paletó longo. Sobreposta, camiseta em tecido leve e gráfico.


Mara Mac aposta em bailarinas fluidas, e reinventa leggings em tecidos de meia, alongando a silhueta. Reparem nos dois interessantes calçados: o tênis de salto alto e grosso da Permanente e a bela sandália com tiras cruzadas metalizadas (e o mesmo salto) na modelo da Mara Mac.



1.4-Beges


Os beges são os eternos neutros – dos areias ao café, entremeados por cáquis e principalmente o castor ou charuto – tons-sur-tons elegantes tanto para a roupa esportiva quanto a casual.



Mara Mac e Cavendish


Mara Mac foi quem mais utilizou os amarronzados - beges queimados acinzentados e esverdeados. Muuuito chique!
No exemplo, um grande (e raro) bordado na veste confere a assimetria do conjunto, ainda formado por blazer mais curto e meia-bermuda, que alonga visualmente o comprimento do short.


A Cavendish apresentou esta graça de vestido com zíperes no local dos bolsos e alças em tom mais escuro como a barra, dando a impressão de sobreposição de duas vestimentas.



Dica: A saia dupla é um bom truque para dar a sensação do curto. Para isso é necessário que o chamariz esteja no tecido ou cor principal (a sobressaia mais curta) e a camada inferior (e mais comprida) seja mais leve ou neutra. Se for então uma barra translúcida preta com meia-calça do mesmo tom, certamente você passará a falsa realidade de estar portando uma roupa bem mais curta.


1.5-Cinzas e beges


Esta combinação pouco usual provou ser eficiente. Além das nuances dos tons que se mesclam na Mara Mac, aquece as riscas verticais finas na Permanente, mistura estampas na Drosófila, é puro charme na Cantão e sofisticação em Eliza Conde. Na Alessa, destaque para as grandes flores de tricô aplicadas sobre vestido preto.



Cavendish e Graça Ottoni


Simplicidade no recorte grafite do vestido da Cavendish que passa da manga aos bolsos. Reparem a combinação das meias pretas com sapatos “à la Carmem Miranda” marrons.


Graça Ottoni trabalhou com a fluidez das malhas para qualquer hora do dia.



1.6-Vermelhos e etc


No meio de tantos neutros, as tentativas de utilização de cores fortes foram quase catastróficas, mas apontaria como acertos os desenhos coloridos da Maria Bonita Extra inspirados em Volpi (turquesas, principalmente) e a coerência das várias tonalidades lisas e gráficas da Cantão (verdes, azuis, roxos). O vermelho foi a cor mais inspiradora e seus derivados – vinhos, beringelas – bem empregados na AcquaStudio.



Caroline Rossato e Mara Mac


É ótimo o contraste da bata pregueada verde (fugindo de tons mais sóbrios como o musgo) da Caroline Rossato, sobre vestido e meias em preto contínuo. O único botão gigante funciona como broche.


O vestido vermelho apresentado pela Mara Mac foi o mais bonito entre as coleções, onde o corte “é tudo”. Atenção à “luva” sem dedos em apenas uma mão da modelo.



1.7-Dourado


Nesta estação o dourado vai alargar seus domínios, passando dos acessórios (liiinda a bolsa tipo sacola tressé apresentada no Fashion Business) à roupa. A Permanente foi a mais ousada neste quesito, apresentando inclusive uma parka dourada sobre camisa em risca-de-giz e bermudas pretas.




Alessa e Permanente


As peças douradas são sempre contrabalançadas por cores escuras e foscas: calça preta na Alessa e parka café na Permanente


2-COMPRIMENTOS


2.1-Vestidos e saias


2.1.1-curtos curtos


Quase todos os estilistas apostaram nos micros. Para quem já passou dos trinta, alguns truques como meias ou superposições podem ajudar.



Layana Thomaz e Animale


Layana Thomaz acrescentou charme ao vestido simples de cintura alta (marcada por faixa), utilizando o contraste fosco x brilho.


Pelerine com estampas de fivelas (um clima de cavalariça inglesa, não?) sobreposta sobre camisa longa (com “fralda” mais comprida atrás) é a aposta da Animale. Poderíamos acrescentar uma saia por baixo? Por mim, certamente, mas é melhor perguntar a eles. A bolsa laranja “quebra” a seriedade do marrom.



2.1.2-não tão curtos


Não se preocupem porque alguns estilistas lembraram que muitas de nós somos over thirty - embora não pareçamos, claro!



Tessuti e Acquastudio


A camisa foi crescendo, crescendo...e se transformou em chemisier.
A Tessuti marcou suas cinturas com cinto-faixa de verniz preto.


A AcquaStudio insistiu na saia-lápis e a combinou com blazer ajustado. Ah...pena que estas luvinhas charmosas não sejam úteis para o nosso clima. Bem, quem disse que a Moda tem que ser prática?



2.1.3-longos longos


Não foram muitos os longos, mas os que apareceram em jérseis godês surpreenderam do tipo “UAU”!



Victor Dzenk e Eliza Conde


Lindas as propostas de Victor Dzenk e Eliza Conde para estes longos beeem longos. Reparem a alça enviesada no vestido roxo ajustado até a cintura de Dzenk, e o charme da trancinha na modelo de corpo esculpido (isto também ajuda, né não? Gordurinhas e jérsei não combinam!).


Eliza apostou num estilo mais solto, mas compensou a simplicidade com várias pulseiras nos dois braços. Belo efeito!



2.2-Casacos


Os casacos estiveram presentes em todos os comprimentos (dos bolerinhos aos maximantôs) e em diversos tecidos e acabamentos – dos couros às organzas, dos tricôs às malhas ligeiras. Redingotes, jaquetas, casaquetos em A, cardigãs com golas amplas e trainings com capuz. Abotoamentos e bolsos os mais diversos, zíperes.



Graça Ottoni e Eliza Conde


Duas soluções diferentes, mas ambas elegantes:
No comprimento do vestido, sem gola e apenas com um botão, o minimalista sobretudo by Graça Ottoni possui caimento estruturado e bolsos embutidos.


Eliza Conde aposta no spencer rosa pálido com gola, botões embutidos,e, detalhe atual, mais curto do que a camiseta.



2.3-Capas


Também encontradas nos mais variados estilostrenchcoats, parkas, pelerines, foscas ou brilhantes, opacas ou transparentes, leves ou pesadas, sem perder a feminilidade.
Um must que não vai poder faltar no guarda-roupa.



Virzi e Cantão


A capa branca (as golas são sempre exageradas) da Virzi se destaca no restante do conjunto preto com sapato ouro velho.


Para as adolescentes, capa de chuva (para ser usada sem chuva) transparente azul da Cantão sobre peças colantes de malha com finas listras bicolores. Todos os calçados desta coleção são boots usadas com meiões grossos e acabamentos diferenciados.



2.4-Bermudas


Sempre na altura dos joelhos, as bermudas apresentam modelagem reta ou balloné.



Permanente e Mara Mac


Bufante, a bermuda preta da Permanente se associa bem com a camiseta riscada cinza onde o destaque são os pequenos anéis metálicos aplicados.


Mara Mac prova que pode se enfrentar uma festa com o modelo transparente sobre meia-calça opaca. E a gola levantada da blusa? Pura sensualidade!



2.5-Shorts


Os shorts continuam sua trajetória. De couro, tafetá ou brim, para o dia ou para a noite.



Eliza Conde e Maria Bonita Extra


Ótimo o contraste do brilho dourado do short da Eliza Conde (mesmo tom da plataforma da sandália) com pullover básico cinza.
Se você estiver na faixa dos quarenta mas um corpo em forma, pode usar sem susto este modelo reto com comprimento adequado.


Sóbrio na cor, lúdico na forma. Reparem os botõezinhos enviesados e o bordado da bandeirola do Volpi. Querem mais? Botinhas de cano curto com meias de lurex e faixa na testa. Maria Bonita Extra é claro!
Mas ballonés só em torno dos vinte anos, ok?



2.6-Calças


As calças se dividem em dois modelos opostos: a skinny e a pantalona, em retorno triunfal. Eliza Conde preferiu a alfaiataria para compensar seus modelos diáfanos. Modelos de joggings com elásticos ou cordões no tornozelo também apareceram como influência do esporte (Alô PAN!).


2.6.1-pantalonas


Sou suspeita, mas sempre adorei as pantalonas. Os novos modelos são beeem amplos e compridos, mesmo nos tecidos mais grossos.
Atenção à parte superior que deve ser sempre ajustada para compensar o volume das calças.



Alessa e Cantão


Mais uma vez duas propostas opostas:
Sofisticada, Alessa propõe a transparência das pantalonas (se estiver receosa use com meias) e a veste seca elaborada com nervuras e sianinhas que lhe conferem opacidade no lugar certo.


A Cantão preferiu o black jeans estonado com pregas e laço na cintura. Esportiva, a camiseta possui aplicações coloridas que lembram ímãs da geladeira.



2.6.2-skinny


Este tipo de calça fica bem nas magras com quadris estreitos, e, ao contrário das pantalonas, a parte superior deve possuir algum volume.



Tessuti e AcquaStudio


Na Tessuti, a camisa branca corta as duas peças pretas numa combinação (des)proporcional instigante.


A elegância da blusa da AcquaStudio franzida nos pontos certos, tem tudo a ver com a skinny. Equilíbrio perfeito. Ah...as luvinhas de novo!



2.7-Camisaria


Muitas camisas, principalmente brancas (disparadas na minha preferência, já que não sou grande fã delas).



Permanente e Elisa Chanan


Usadas por fora da calça (também prefiro, independente do comprimento), estas camisas longas são neutras o suficiente para portar qualquer complemento de vestuário (coletes, boleros, trainings) ou acessórios – como colares compridos e principalmente écharpes trabalhadas como esta da Permanente.


Elisa Chanan aproveitou a tendência e adaptou a camisa para um chemise em linha A com mangas largas e detalhes matelassados.



3-TECIDOS E TEXTURAS


3.1-Pesados


Mesmo com o uso de tecidos mais pesados como couro ou jeans, há sempre uma intenção de torná-los mais leves, seja encurtando os comprimentos ou moldando-os (drapeados, matelassados, impressões) com as novas tecnologias.



Animale e Cantão


O branco tornou este duas-peças de short e jaqueta da Animale mais em consonância com o nosso inverno.
As botinhas gelo sem cano são puro charme e vão pegar! Uma meia-calça no mesmo tom também cairia bem.


Esta microssaia da Cantão me remeteu à época universitária em que eu usava estas roupas.
Taí...para quem tem pernas torneadas (e ainda não concluiu o terceiro grau) recomendo usar e abusar. São muuuito graciosas!



3.2-Leves


Ausentes de qualquer erro são os tecidos macios como sedas, crepes, organzas, musselines e malhas ligeiras: sempre chiques!



Graça Ottoni e Mara Mac


Graça Ottoni se destacou com a perfeita mixagem da malha mesclada com o georgette em tons pálidos. Reparem o detalhe dos micro babadinhos arrematando a blusa.


Sobreposições, ton-sur-ton de cores neutras, saia plissada.
Mara Mac complementa com uma malha desestruturada, cuja gola-decote escorre pelos ombros, e, onde quer que se posicione, seu visual será d-e-m-a-i-s! Também gosto demais deste look não-tô-nem-aí-mas-levei-horas-para-ajeitá-lo.



3.3-Transparências


Algumas tendências evaporam numa única estação. As transparências persistem há quase uma década. Mas com razão - requintam qualquer indumentária.



Eliza Conde e Permanente


Eliza Conde desfila uma das poucas batas remanescentes – delicada, com flores bordadas douradas sobre fino rosado – e nela contrapõe uma calça de alfaiataria cinza. Poucos ousariam, mas ficou bom.
As sandálias douradas são imprescindíveis nessa harmonização.


Ótima a idéia lançada pela Permanente. Sobre o tubo básico, a veste transparente preta torna difusa a estampa tie-dye.



3.4-Tricôs e Malhas


Malhas são imprescindíveis para o dia-a-dia de mulheres práticas que gostam de viajar. Entra moda, sai moda, nunca abdiquei delas.
Nesta estação o contraste permanece forte – seja curto x longo, ou sofisticado x esportivo.



Animale e Eliza Conde


Este maximantô de tricô trançado com cachecol no mesmo tom da Animale foi uma das peças mais deslumbrantes dos desfiles.
O contraste com o vestido supercurto realça-a ainda mais, mas nada impede de o trocarmos por um comprimento mais usável – entre Chanel e Mary Quant. Como complemento, aquelas botinhas gelo, lógico!


De novo a Eliza Conde ousa e o exótico mix dá certo! Quem poderia imaginar que o vestido em tule preto ficaria adequado com um simples moleton? Mas para usá-lo não basta estar em forma.
Hay que tener mucha personalidad!



4-MODELAGEM


4.1- Linha A


Com total influência de Courrèges e a década de 60 (leiam sem hesitar “Bye fifties, welcome sixties”) estes vestidos linha A vêm se impondo há mais de um ano.



Caroline Rossato e Redley


A novidade imposta por Caroline Rossato na sua coleção é o tecido prata, influência do novo futurismo, apresentada em outras coleções como a da Tessuti, que desfilou um bonito duas peças com saia-lápis em tom mais escuro do que o casaco tipo cabã cintado.
Para acompanhar a década, que tal uma blusa Cacharel (quem se lembra?) por dentro da veste?


A Redley - e sua confecção bastante ampla - afastou-se um pouco de seu inspirador ao introduzir profundo decote em V. Mangas compridas bufantes aproximam-se mais da Mary Quant e são arrematadas por largos debruns (também uma tendência) que delimitam as cores.



4.2-Assimetria e superposições


Temas recorrentes são as assimetrias (principalmente em Mara Mac) e superposições, presentes em quase todas as coleções.



Kylza Ribas e Redley


A melhor peça de Kyza Ribas foi esta malha mesclada amarrada de forma meio nipônica com um belo efeito retorcido (leiam IT Nipônico para conhecer também sua influência na decoração). Simpático o short com bolsos (outra forte tendência).


Mesmo com formas volumosas, a Redley sobrepõe camiseta, colete e bata-vestido com punhos e bainha fechados por cordões. Única ressalva: além de jovem, você deve ser magérrima! Mas fica bom.



4.3-Balonês


Gente, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas convenhamos: super ballonés (vem da palavra francesa ballon – balão) são apenas para adolescentes. Para los otros, que estiverem a fim de entrar nesta onda, apenas um puxadinho no cordão e tá de bom tamanho.



Maria Bonita Extra e Cantão


Escolhi exemplos das duas confecções que melhor representaram as “mocinhas” – A Maria Bonita Extra, que investiu também no baby look e a Cantão, toda balloné.
Andrea Marques reprisou jabôs estilizados em vários modelos e utilizou bastante bem a mistura do azul com o preto.


Yamê Reis foi perfeita na sua volta a uma moda mais adolescente e todos os seus exemplos seriam cabíveis aqui. Escolhi este modelo pelos detalhes: a gola levantada com a écharpe vinho por baixo, enquanto o boné tende para o mostarda. Os botões marcam presença no corte alto do casaco quase vestido.



5-ESTAMPAS


Sumiram os florais e os grafismos (influência dos grafiteiros) tomaram o seu lugar. Mas também encontramos o xadrez (inspiração londrina) e as listras bicolores mais estreitas, que remetem às marcas esportivas dos eighyts como a Adidas e a Lacoste.


5.1-Grafismo



Maria Bonita Extra e AcquaStudio


O vestido de seda godé com bandeirinhas estilizadas foi a criação que mais gostei da Maria Bonita Extra. Charme total o micro bolero sobre os ombros.

Escarpins de pulseirinha no tornozelo sem as meinhas ampliaria bastante seu espectro etário. Inesquecíveis os apliques dos cabelos!



Já totalmente prático e usável para qualquer hora do dia é a calça grafitada em vinho sobre cinza, mesmas cores da camiseta e do bolero. Acquastudio.



5.2-Listras e xadrez



Graça Ottoni e Pluz Brasil


Muito boa a (des)combinação do sentido das listras largas em musgo, vinho e cinza no vestido cintado e superleve da Graça Ottoni.


Interessante a maneira como a iniciante Pluz Brasil utilizou o xadrez – tanto na bermuda larga quanto no detalhe do chapéu de abas.
Num outro modelo aplicou-o em bolsos sobrepostos.



O que EU vou usar:



Mara Mac, Eliza Conde e Graça Ottoni


Agora, por unanimidade, para vestirmos no casamento da Carol


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cavendish . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .



Para o casamento da Carol, Tabitha escolheu o modelo de tule em degradés de cinzas com cristais aplicados, e eu, o pretinho com superposição de gola enviesada e estrelas pratas bordadas.
Um agradecimento especial à Alessa pelo empréstimo do buquê.



Leiam também Acessórios inverno 2007


P.S. Artigos relacionados aos países que inspiraram algumas coleções:
CHINA (Walter Rodrigues) – PEQUIM tradição, ruptura e modernidade.
JAPÃO (Lilica Ripilica) – Gueixas de Hokusai, Pedra, Bambu, Água e Tokyo Cult.


E-mails recebidos


Olá Ignez,

Tudo bem?

Agradecemos a matéria, vamos encaminhar seu material para à marca Graça Ottoni.
Conte sempre conosco para obter informações de nossos clientes.

Att

Pedro Duarte (TNT Asessoria)


Obrigado, Ignez. Estou encaminhando para o pessoal da CANTÃO.

BEIJOS
Igor Fidalgo (Conceitual Assessoria)

 
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