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Tokyo Cult
Por Ignez Ferraz
Há cerca de dez anos dois importantes pólos de cultura se ergueram em Tóquio: o Fórum Internacional e a Ópera de Tóquio – ambos situados entre os melhores do mundo, não só pelo que oferecem, mas por suas soluções arquitetônicas.



DEMAIS este lobby, não?


O Tokyo International Fórum, concluído em 1996, foi concebido por Rafael Viñoly (radicado em nova York – ver nota), que ganhou o projeto através de concurso em 1989. Trata-se de um Centro de Convenções e Arte, único complexo cultural no gênero em Tóquio.


Um átrio curvo de vidro com 60 m de altura é o lobby dos dois blocos interligados por um pátio arborizado no térreo e passarelas suspensas em três andares, com grande impacto visual. Possui 11 pavimentos acima do solo e 3 abaixo (em Tóquio, quase todas as edificações apresentam basements, tanto por causa dos terremotos quanto pela falta de espaço urbano), e está situado em Marunouchi, na região de Chiyoda-ku, business center desta cidade.



Detalhes da cobertura-clarabóia e das passarelas de interligação entre os blocos.


Abriga sete salas de diferentes dimensões (para concertos, balé, teatro e cinema), pavilhão de exposições, conference rooms com equipamentos ultra modernos, além de galerias, restaurantes e outras facilidades.


Nota: Rafael Viñoli está executando a extensão do Museu de Cleveland, conjugando numa piazza a arquitetura neo-clássica de 1916 com o elegante anexo de Marcel Breuer, datado de 1971. Só poderemos conferir o resultado deste desafio em 2011.


A Tokyo Opera city, desenhada por TAK Associates - Takahiko Yanagisawa, também selecionado por concurso internacional -, foi inaugurada em 1997 e se destaca pelo preciosismo nos detalhes. Além das três salas de Performing Arts, possui uma torre com 54 andares, composta por galerias, lojas, bares, restaurantes (nos dois últimos andares com vista da cidade), e, principalmente, escritórios.


Localiza-se em Nishi-Shinjuku, região de Shinjuku-ku, oeste da cidade. Junto com Shibuya, formam a “nova Tóquio” - caracterizada por vitalidade, ritmo veloz e mudanças constantes.



As belas soluções das portas de entrada nos conduzem para o interior.



Que tal? Vamos subir?



Podem deixar o agasalho com a balconista e continuem me seguindo (mas antes dêem uma olhadinha no balcão acima onde se expõe exemplos de vestuários de peças encenadas).



Por trás da parede curva - em concreto com réguas de madeira incrustadas - se encontra uma das salas para as performances. Reparem o banco piramidal e o corrimão da escada.



E que tal o meu casaco no tom dos esbeltos vasos com flores?



No Parque Ueno localizam-se diversos Museus, como o Museu Nacional de Tóquio. Visitei a Honkan (Galeria Japonesa), onde fui atraída pelas histórias dos costumes narradas pelas ykiyo-e (xilogravuras entre os séculos XVII e XIX – apreciem algumas em Gueixas de Hokusai) e pela indumentária utilizada nos teatros Noh e Kabuki. Mas o melhor ainda estava por vir: no seu jardim situa-se a singela Gallery of Horyuji Treasures (Yoshio Taniguchi – 1999).



O museu foi edificado para abrigar esculturas oriundas do Templo de Horyuji em Nara, e foi inspirado nas caixas japonesas que abrigam as obras de Arte.



Apesar da grande claridade do Museu, a sala das esculturas permanece na penumbra. Um ambiente caracterizado pela tranqüilidade, pela ordem e pela dignidade, segundo seu autor.Taniguchi alcançou fama mundial quando ganhou em 1997, o concurso para a expansão do Moma. Mas já era conhecido nos últimos 20 anos em sua terra natal, pelos espaços sublimes que criava para museus.



Já o Museu de Artes Mori em Roppongi Hills (Minato-ku) é um projeto mais recente de Richard Gluckman – 2003.



Através do Museum Cone penetramos na torre Mori, a quinta mais alta da cidade (238 m).


Sua grande atração é o Tokyo City view no 53º andar.



Hall para acesso à vista de 360º ou para o Mori Art Center Gallery. Seu Museum Cafe é inacreditável: as pessoas se acomodam numa cama, sofás rasgados ou em cadeiras de barbeiro recobertas com purpurinas douradas (só não fotografei porque o garçon me disse que eu estava atrapalhando o serviço)


Logo em primeiro plano localizamos o National Art Center, projetado por Kisho Kurokawa e inaugurado no ano passado.



Com 45.000 m², maior museu do Japão, tem sete salas para exposições temporárias (e não acervos) que atingem uma área de 2000m² sem a necessidade de pilares.


Meu fascínio pelo Japão intensificou-se na década de 70, quando cursava Arquitetura e me apaixonei pelas obras do “brutalista” Kenzo Tange. Na época fui visitá-las, e agora, 30 anos depois, estou de volta. Como em Tóquio uma construção tem uma vida média de 25 anos, é natural que não tenha reconhecido quase nada. Mas sabe o que descobri? Que continuo apaixonada!



Oeste da cidade, com os magníficos Estádios Olímpicos do Kenzo Tange à frente do Yoyogi Park em Shibuya. Vista semelhante pode ser observada do topo da Dentsu Tower, novo projeto de Jean Nouvel em Shiodome.


Kenzo continua em plena atividade, superando diversos colegas mais jovens. Não resisti e fui conhecer sua Fashion Town, projeto de 1995.



Interior da Fashion Town. O pé direito central abrangendo todos os andares ainda hoje é deslumbrante. Tanto que lembro bem da minha “primeira vez”: o Hyatt Regency em São Francisco, projeto de John Portman na década de 70.


Este edifício é localizado em Ariake, espécie de La Défense japonesa, com centenas de prédios modernos e amplos. Amplos em Tóquio?
Pois é...


Leiam também o ARTIGO:
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