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PEQUIM ruptura - Hábitos e Costumes
Por Ignez Ferraz
Beijing rupture - old and new behavior



Formas simples e orgânicas são concebidas por escritórios internacionais como o Grande Teatro de Paul Andreu, em fase final de construção.


Talvez seja mesmo difícil a ruptura com um passado de opressão para o povo chinês, que vem se tornando, a partir da década de 80, a grande potência propulsora do mundo.


Os espaços são amplos e limpos, porém a maior barreira é o idioma - a grande maioria do povo não entende inglês (leia obs.). Mas conservam hábitos simples e curiosos, como sentar-se de cócoras em qualquer lugar para conversar (até no meio do agito da sua principal avenida de pedestres – a Wangfujing) ou descansar (por ex., no ponto de ônibus).



A imensa avenida comercial para pedestres Wangfujing, onde inúmeros quiosques com cadeiras cercadas vendem diversos tipos de refrigerantes coloridos - salgadinhos são encontrados nos supermercados ao redor.



Homens de cócoras conversando – hábito corriqueiro



Na maior parte das construções novas encontra-se uma mistura de Oriente com Ocidente - edifícios modernos são encimados por coberturas tipo “pagode”. Foram bastante felizes em detalhes de quinas
envidraçadas (como as do belo Regent Hotel), nos jogos de volumes, nas varandas coloridas residenciais (eles adoram cores! – veja nota).


Para organizar com êxito os Jogos Olímpicos 2008, a cidade investiu enormes recursos financeiros e humanos na purificação da água e do ar, além da criação de novas áreas verdes.



Este é o Beihai Park, o maior e mais antigo da Cidade, que se desenvolve em torno de um lago, com imensas plantas aquáticas, além de pedalinhos bem maiores do que os nossos.



A enorme quantidade de flores (sempre em tonalidades vermelhas e amarelas) coloriu e alegrou a cidade, principalmente em Tian’anmen ("Praça da Paz Celestial", a maior do mundo), que ficou mais conhecida mundialmente pelo massacre do governo aos manifestantes durante protesto contra o regime comunista em 1989. Exatamente 40 anos antes havia sido criada a “República Popular da China" e a cidade foi elevada à capital, passando a se chamar BEIJING (Capital do Norte).



No Olympic Green, dois projetos se destacam:


O Estádio Nacional de Esportes, com 258.000 metros quadrados e capacidade para 80.000 assentos fixos, foi projetado pelo escritório suíço Herzog e de Meuron (já citado nos artigos Novíssima Arquitetura de Londres, Profissão: Arquiteto - INSISTA! e Tóquio veste Prada), associado ao Arup e CADREG. Seu design utiliza uma série de estruturas de aço radiais e foi apelidada de “ninho”.


Outro símbolo das Olimpíadas 2008 posiciona-se bem próximo: o Centro Nacional Aquático, com projeto dos associados CSCEC, PTW e Arup. Terá capacidade para 170.000 espectadores e recebeu o charmoso apelido de “água cúbica”.



Fui conferir (de longe) o Estádio de Esportes e o Centro Aquático, que ainda estão terminando suas estruturas.


Observação: E como se virar num país que só fala chinês? Um livrinho com o vocabulário básico nos ajudou bastante na hora de procurar um toalete ou pedir uma banana caramelada – que, aliás, é prato chinês e não japonês.
Vocês sabem manipular bem os “pauzinhos” (hashis)? É item imprescindível para quem quiser experimentar restaurantes fora do hotel - existem diversas lojas especializadas nisso. São tão lindos nas combinações de cores e desenhos que dá pena de usar!


Todos os restaurantes possuem aquelas famosas comidinhas de plástico. Mesmo gostando de quase tudo, evita-se comer cobra, por exemplo, prato bastante comum. Já o Peking duck...ah, que delícia! Fizemos questão de prová-lo num local bem afastado, super tradicional - daqueles que todos os "da terra" nos olham como extraterrestres. Nenhum garçon falava inglês, mas...um celular ligado ao "patrão" resoveu a parada.
Com mímica, perguntamos como saborear o dito cujo. Finíssimas panquequinhas devem envolver todos os ingredientes que chegam à mesa, como pepino e cebolinha em tirinhas, junto com o famoso pato, que é fatiado na hora - como a nossa picanha. Um saboroso molho adocicado e espesso dá o tom. Colocar tudo dentro não é o grande problema. Dificílimo foi enrolar e dobrar (é, dobrar, porque se não, como caber na boca?) com os hashis as tais massinhas. Levamos hoooras mas conseguimos. Totalmente inesquecível!


Nota: Até os manequins são engraçados e coloridos.



Somos ou não originais?


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