Ignez Ferraz, arquitetura & design  
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Profissão: Arquiteto - INVISTA!
Por Ignez Ferraz
Don’t do it yourself... contract an architect!


Já havia declarado amor à ARQUITETURA quando prestei a primeira homenagem do site à “Aída Boal”. Agora irei mais fundo, tentando explicar todas as funções do projetista. Espero que com um maior conhecimento desta profissão vocês possam também analisá-la com o meu olhar: o da admiração!



Três mestres da arquitetura ganhadores do Pritzker Prize: Paulo Mendes da Rocha (Brasil), Sverre Fehn (Noruega), Tadao Ando (Japão)


Ao contrário do que se lê, se ouve e se prega - "O arquiteto onera uma obra, cria projetos inexeqüíveis, etc,etc,etc" - este profissional foi treinado para otimizar espaços E custos.


Aprende durante 5 anos universitários (e outros tantos mais de prática) sobre a melhor maneira de solucionar espaços arquitetônicos (iluminação, ventilação, circulação), sempre preocupado com seu entorno. Sem contar os conhecimentos prementes de ecologia e arquitetura auto-sustentável.


Os Países Baixos são hoje os cernes de um novo movimento moderno saudado mundialmente: o neo-minimalismo, encontrado também em outros países como o espanhol Alberto Campo Baeza.


Na península de Borneo em Amsterdã foram construídas centenas de casas, como as de Koen van Velsen:





Esta casa de vigas horizontais pretas, apresenta uma qualidade quase japonesa (leiam “IT Nipônico” e “Pedra, Bambu, Água”) com efeitos de transparência e opacidade.




Os interiores são luminosos e oferecem inúmeras vistas para a ampla bacia. Uma rara simplicidade: uma única árvore foi preservada e se ergue através da grelha de metal.


Nota:
Além do movimento neo-minimalista, outros escritórios estão se impondo na Holanda como o UN Studio e o orgânico NOX.



O ARQUITETO minimiza estruturas e instalações (elétrica, hidráulica, esgoto), coordenando suas interligações para que todos os elementos sejam compatíveis; une forma e função na proporção estética interior x exterior, dentro do contexto orientação geográfica, condições climáticas e topografia.
Tudo isso dentro de uma “idéia” original, é claro!


O austríaco Harry Seidler, além de arquitetura, estudou design com Josef Albers. Trabalhou com Marcel Breuer e Oscar Niemeyer antes de abrir seu próprio escritório em Sidney, Austrália. Sua Berman House conjuga influências destes dois mestres.




Implantada perto de uma falésia, em uma vasta área selvagem, esta casa tem uma varanda projetada, suspensa por colunas de aço que saem do telhado.


Outros arquitetos que valorizam a estrutura nos seus projetos: o alemão Frei Otto através de leves coberturas tencionadas; o italiano Renzo Piano e o inglês Norman Foster (vejam seus recentes projetos em “Londres”), que a utilizam em aço; o espanhol Santiago Calatrava (leiam “Nórdicos em alta” e descubram seu novo “Turning torso” na Suécia), herdeiro do engenheiro italiano Pier Luigi Nervi, famoso por seus pilares de concreto em Y inclinados.



O ARQUITETO desenvolve um projeto executivo a partir do anteprojeto - que é apenas a parcela que o leigo re(conhece) -,
onde os detalhamentos (de alvenaria, esquadrias, marcenaria, banheiros e cozinhas) viabilizam a construção. Nos projetos públicos existe ainda a preocupação com o simbolismo.


Numa época em que as tradições desapareceram, torna-se um problema a criação de uma arquitetura religiosa convincente. Alguns arquitetos - como o japonês Tadao Ando - (apreciem sua bela “Igreja na água”) encontraram soluções que respeitam os requisitos litúrgicos.
Visitei igrejas com concepções majestosas que me emocionaram tanto quanto as góticas: a Catedral de Barcelona (Gaudí), além das duas St.Mary’s (Vejam fotos em Igreja do SIM )– a de Tóquio (Kenzo Tange, 1963) e a de São Francisco (Pier Luigi Nervi, 1971).


A Igreja Herz Jesu em Munique foi concebida pelo escritório Allman Sattler Wappner. Apesar do vocabulário modernista (um cubo de vidro com 16m de altura) encontramos reminiscências de uma arquitetura mais antiga, como o uso do vidro azulado.




A porta/parede rotativa de entrada abre-se como enormes braços ligando o passado ao futuro e acolhendo a todos que por ali passam.




A luz, freqüentemente presente como elemento simbólico nas igrejas, desempenha aqui um papel central, proporcionando efeitos diferenciados de dia e à noite. Uma malha metálica dourada cria uma cruz sobre a parede de madeira clara, material que aquece todo o ambiente interno, contrastando com a fachada.




Reparem os detalhes dos bancos em madeira e metal, com encosto rebatível.


Nota:
Em matéria de simbolismo, ninguém supera “Daniel Libeskind” , autor do “Museu Judaico” em Berlim e das novas Torres Gêmeas.



O ARQUITETO acompanha a execução da obra, tirando dúvidas dos operários e solucionando as novas demandas dos proprietários em tempo hábil, para que o seu cronograma não seja prejudicado.
É ainda o coordenador de projetos complementares como paisagismo, luminotécnica e sonorização.


O americano Steven Holl tem fascínio por formas altas e faz uso da luz como um significativo elemento do design. O “Bellevue Art Museum” em Nova York é um bom exemplo.







A luz superior, algumas vezes com sutis efeitos coloridos, confere delicadeza aos espaços interiores.



Portanto, INSISTA no ARQUITETO!
É importante contratar (desde o início) este profissional para todo tipo de intervenção (projetos, obras, reformas), seja esta residencial, comercial ou institucional, de pequeno ou grande porte. Afinal, sua casa não é produto descartável e seu tempo também é precioso.
 
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