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Belíssima Santorini
Por Ignez Ferraz
The respect to ecology in Santorini


Quando a novela “Belíssima” estreou, bateu saudades de Santorini, ilha grega que visitei em 98. Como a cidade é no topo da ilha, quem chegasse de barco vindo de Atenas subia de mula. Preferimos ir de avião mesmo, ainda que tivéssemos que enfrentar a desordem do aeroporto onde filas inexistem.





Entre tantas Feiras de Design e exposições de Decoração, um público ávido por novidades tecnológicas, as ilhas Cíclades - arquipélago a sudeste da Grécia central - nos dão um exemplo de simplicidade e bom gosto na perfeita harmonia entre a moradia e o meio ambiente.


Ao analisarmos sua arquitetura, o que nos impressiona não são as linhas inovadoras ou combinações exóticas vindas de várias partes do mundo, mas seu conjunto, que nos remete à luz, claridade, paz e beleza – ou seja, integração.





Parapeitos em alvenaria caiada dão continuidade aos interiores, com paredes e tetos em abóbadas brancas (nunca usam rodapés), não raro escavadas nas próprias pedras – que, segundo eles, ajudam a manter as casas numa temperatura agradável.








Revestimentos, mobiliário e cores, tudo é retirado da natureza forte e imponente que a cerca – as pedras vulcânicas, a madeira das árvores, o azul do céu e do mar, o vermelho das flores.
Trazem a natureza para dentro das residências, fazendo uso constante das varandas descobertas e escalonadas (integradas à topografia local), tanto para o bate-papo como para refeições, de dia e à noite. Algumas vezes, ombrelones e pérgulas finas de madeira natural ou bambu amenizam o sol.








Cercado pelo mar Egeu, o azul domina absoluto, em tonalidades variadas – hortênsias, anis e cobaltos – pincelando esquadrias e mobiliário. O vermelho surge apenas para dar um toque. (Foi inspirado neste azul que criei meu ambiente – Studio de adolescentes – na Casa Cor 98).





Um único modelo de mesa em ferro e outro em madeira são utilizados sempre nas mesmas cores – branco, azul ou vermelho. Encontram-se apenas três tipos de cadeiras – dobrável de praia, “diretor” (ambas em lonas azuis ou brancas) ou com assento em taboa – a mais comum.





Os pisos são combinações de cimentados (ora cinzas, ora amarelados) e pedras miúdas ou médias, claras e escuras, em composições livres e assimétricas, ou estudadas geometricamente em formatos quadrados e estrelares.





Como acessório de decoração, imensos vasos em terracota - quase sempre em feitio de ânfora - nos remetem à Mesopotâmia e a um passado glorioso. Foi em Atenas, no período arcaico (+- 500 A.C.), que nasceram quase ao mesmo tempo, o teatro e a Democracia.



O Partenon é o mais importante monumento da mais conhecida Acrópole (acro-alto e polis-cidade) mundial.




... 25 anos antes, minha primeira visita - o Partenon não mudou nada!



Nota: Gustavo Andrade, nosso correspondente-itinerante europeu, nos enviou fotos do Partenon que visitou recentemente, além das belas ruínas dos teatros de Dionísio e de Erodio, localizados na encosta sul da Acrópole.



Gus inspecionando as obras do Partenon


A Acrópole de Atenas é uma colina rochosa de topo plano com 150m de altura do nível do mar. As acrópoles eram construídas no ponto mais elevado das cidades para servir como proteção contra invasores e eram quase sempre cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas.



A construção do Partenon foi comandada por Péricles, no séc. V a.C., auge do Dórico.


Desenhado em homenagem à deusa Atena, o templo foi tomado pelos turcos otomanos em 1460, transformado em Mesquita, e bombardeado em 1687 pelos venezianos. Seus ‘restos mortais’ foram vendidos para o British Museum em 1816, museu "papador" de relíquias mundiais, principalmente egípcias.


O Teatro de Dionísio foi o mais importante da Grécia antiga, considerado o berço do teatro ocidental e da tragédia. Seu nome é devido a Dionísio, deus do vinho (leiam Cálices da Sedução). Foi lá que foram apresentadas as célebres tragédias clássicas de Ésquilo, Sófocles e Eurípides.



Teatro de Dionísio


O Teatro de Erodio (Odeon de Herodes Atticus) foi construído em
161 d.C. por Herodes Atticus em memória de sua esposa Aspasia Annia Regilla. Anteriormente um anfiteatro com teto de madeira, teve restaurada sua ‘orquestra’ em mármore na década de 50, passando a ser anfitrião de musicais e danças, com capacidade para até 5000 pessoas.



Teatro de Erodio


P.S.1: E o diálogo calmo que existe entre a natureza e a Arquitetura portuguesa, onde as construções se inserem silenciosamente no terreno, camufladas para valorizar o seu entorno? Vejam belos exemplos nos ARTIGOS “Arquitetura Portuguesa: uma escola” e “Fundação Iberê: verdades por Siza”.


P.S.2: Ninguém precisa se sentir frustrado por não poder ir tão longe – leia a DICA sobre os “pequeninos edens”, tão próximos da nossa região.
 
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