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GLOCAIS - Globalização com raízes locais
Por Ignez Ferraz
“GLOCAL” é o termo up-to-date utilizado no design contemporâneo - mistura a globalização (intercâmbio de culturas e tecnologia) com inspirações de raiz local (vejam exemplos em Sul, Movelsul e Cadeiras). Por que não aplicá-lo também à Arquitetura? (Nota)


Os escritórios que conseguem um mimetismo incorporando fortemente as culturas locais – com detalhes simbólicos - mas não abrindo mão da alta tecnologia, também poderiam se utilizar da mesma terminologia. Esta metamorfose pode ser obtida através do uso de materiais contextualizados ou valores agregados ao conceito arquitetônico.


MATERIAIS






Nesta categoria, uma das edificações mais surpreendente é o da Biblioteca Alexandrina no Egito, projetada pelo grupo norueguês SnØhetta (vejam outras fotos em Profissão Arquiteto: INSISTA!), que a revestiu integralmente de pedras brutas com hieróglifos, mantendo-a leve em seu desenho inovador.


VALORES AGREGADOS


Os badalados suíços Herzog e de Meuron (vencedores do prêmio Pritzer em 2001) são os grandes camaleões da atualidade. Conseguem a proeza de projetarem em todos os países, com soluções altamente criativas e diferenciadas como a nova Tate Modern, que surgiu da reforma de uma estação de trem em Londres. Pedras naturais em diversas tonalidades escuras foram os materiais escolhidos para a fachada da adega da vinícola Dominus em Napa Valley (vejam foto em “Modernismo gótico”), tornando-a quase invisível dentro das cepas. Para o Estádio Nacional de Esportes em Pequim utilizaram uma série de estruturas de aço radiais e foi apelidado de “ninho” (vejam foto em “Pequim: Ruptura”).



Não há dúvida que a nova PRADA em Tóquio antecipa o futuro. Os arquitetos suiços Jacques Herzog e Pierre de Meuron presentearam a cidade com um edifício emblemático, destacando-se do comum neste país e seus pequenos espaços públicos.


Já na PRADA Omotesando (detalhes em “Tóquio veste Prada”), as cordas de aço formam uma trama quadrangular de cristais planos, côncavos e convexos nas empenas, deformando a visão do seu interior. Isto porque no Japão, os arquitetos gostam de criar a ilusão de que o edifício está “envolto” (tsutsumu) ou “atado” (musubu), o que, segundo suas crenças, significa demarcar um espaço como especial ou sagrado. Para mim, especial e sagrada é esta dupla!


Nota: Este novo conceito seria a TERCEIRA FILOSOFIA, mediatriz das outras duas, que analisamos no artigo sobre Arquitetura de Exportação: Replicantes (edificações que podem ser inseridas em qualquer parte do mundo) e Site-Specifcs, construídas apenas para determinado sítio.
 
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