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Cadeiras ergonômicas ou esculturais?
Por Ignez Ferraz
Asseyez-vous, s’il vous plaît!


Designers adoram projetar assentos – das confortabilíssimas chaises-longues ou sofás que se esticam e reclinam nos oferecendo o conforto de um bom abraço, até simples banquinhos e pufes.



DANÇA DAS CADEIRAS - Spass, Walter Gerth, 1986


Uma das principais dificuldades nesta concepção é a sua ergonomia (leiam mais em Rumos da Globalização), que foi de grande relevância a partir da Bauhaus até os anos 50 (leiam ANOS JK), tendo importantes representantes entre os nórdicos. No Brasil, o principal defensor desta corrente foi Tenreiro.


No entanto, cada vez mais designers mundialmente prestigiados têm renegado este estudo que alia conforto à postura, mais preocupados com o impacto visual (e, portanto, comercial) de suas peças. Este é sempre um ponto de debate (discórdia) entre profissionais da área, assim como os (des)limites da Arte.


Mas não é de hoje que projetistas visionários oferecem contribuições ao desenvolvimento de produtos olhando-os sob outro prisma, como Rietveld (geometria multicolorida) ou Mackintosh e Hoffman, mais preocupados com a integração das artes.


A Milan Fair ou I Saloni é a mais importante Feira de Design mundial, onde são lançadas as tendências no setor. Compilamos algumas, que podem ou não apresentar preocupação ergonômica. Mas uma coisa é certa: há sempre um conceito (palavra mais atual) por trás destas propostas:


GLOCAL (globalização + características locais)- O perfil ARTESANAL do Design vem ganhando novos adeptos a passos largos. Os irmãos Campana deram bastante impulso a este princípio - quando as pessoas ansiavam por um mundo menos high-tech - e aderiram ao mobiliário personalizado, de raízes emocionais. Entretanto, para que se tornassem astros mundiais, seus desenhos tiveram que sofrer adaptações, utilizando tecnologia de ponta, mas mantendo o aspecto “primitivo” das peças.



Cadeira "Aguapé", Irmãos Campana, Edra, 2008 - pétalas em couro cortadas a laser, design inspirado em flores aquáticas


SUSTENTABILIDADE – o Eco design é um dos temas mais em voga nos últimos anos, com suas preocupações ecológicas com o MEIO AMBIENTE, através do uso de materiais não-poluentes e madeiras ou aglomerados de manejo florestal, certificados com o selo verde.



Stand Greens


TRANSPARÊNCIA - Cadeiras, cadeiras, cadeiras... ainda as vedetes, ainda coloridas, leves, vazadas e transparentes e agora tramadas e texturizadas. Utilizam novos materiais e investem na ALTA INDUSTRIALIZAÇÃO com uma conseqüente redução nos custos – “o design ao alcance de todos” é o lema.



“Frilly” da Kartell, projetadas pela ótima designer em ascensão, a espanhola Patrícia Urquiola


LÚDICO - Há algum tempo que a decoração anda de BOM HUMOR, brincando com ironias – vide os objetos kitchs como pingüins sobre a geladeira ou imensos decalques enfeitando paredes.



Influenciadas pelos Art Toys são as aves aquáticas em madeira da RIVA.
Atenção:
não são brinquedos de criança, é mobiliário para adultos


MOVIMENTO - Existem hoje vários tipos de movimentos com mecanismos apropriados, tornando o móvel mais prático no dia a dia, além de ótima solução para ESPAÇOS REDUZIDOS. São sofás que se desdobram em confortáveis camas ou até mesmo poltronas giratórias (influenciadas pelas linhas office) que facilitam o bate-papo e dinamizam o espaço.



Poltrona desdobrável Ori.tami, Giulio Manzoni, Campeggi.


A transformação do mobiliário, apesar de acompanhar idéias da moda, não é tão premente e caminha mais devagar, com atenção às necessidades evolutivas do ser humano e sempre em busca de novas soluções tecnológicas.
 
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