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Samba, Sérgio Cabral!
Por Ignez Ferraz
As aulas do Sérgio Cabral na CASA DO SABER foram fantásticas: momentos descontraídos, onde o jornalista/letrista/produtor nos transmitiu sua experiência com graça e emoção, principalmente ao falar do ótimo Jacó do Bandolim, seu “pai adotivo”, além do carinhoso Pixinguinha ou de Martinho da Vila (que eu desconhecia ser o responsável pela abertura do sucesso de mulheres na música).





Contou-nos diversos “causos”, vários deles envolvendo a figura carismática do príncipe Paulinho da Viola.
Vou lhe contar mais um, desta vez do seu filho João:


Lila Rabello (esposa de Paulinho e irmã do inesquecível e genial violonista Raphael Rabello, fato até então para mim desconhecido) havia me contratado para projetar os quartos dos filhos João e Pedro (aliás, a Beatriz aniversariou dia 4 de abril). Como de praxe, fui entrevistá-los, e depois das perguntas mais básicas, troquei este diálogo com o João, na época com 12 anos:


_ João, qual a profissão do seu pai?
_ Músico.
_ Que legal! E qual o nome dele?
_ Paulo César de Faria (pior é que é a pura verdade!)
_ Ah, tá bom, o seu pai é o P.C.? (Estávamos em plena busca ao “bandido foragido”).
_ É esse o nome de batismo dele.
_ Bem, então qual é o nome artístico?
_ Não vou dizer!
_ Por quê?
_ Se eu disser você vai falar assim: Aaaaahhhh, ADORO ELE!!!
_ Vou não, PROMETO! Me diz o nome dele...
_ Tá bom, mas você vai falar assim: Aaaaahhhh...
_ Vou não, JÁ disse!
_ OK. Paulinho da Viola.
_ Aaaahhhh, ADORO ELE!!! (Ops, João, não deu, escapuliu!)



Bem, continuando sobre o curso: depois do chorinho cujo surgimento se deu ainda no séc. XIX, Cabral adentrou o séc.XX com o samba no pé, até chegar à Bossa Nova no sucesso dourado dos ANOS JK.
É claro que não podiam faltar as Escolas de Samba, sua grande especialidade, como mostrou no seu livro na sala de aula – tudo isso ilustrado por trechos das músicas.


Mas como sou sua grande fã desde sempre, o MEU é edição de 1974, com contribuições dos craques Mauro dos Guaranys (desenhos) e Walter Firmo (fotos). Já está meio desmantelado, mas deu para escanear a prova cabal: sua CAPA!





É claro que ele não escondeu o orgulho da sua (e minha!) PORTELA, ao comentar que é a escola com mais títulos.


“Ah, minha Portela
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar”

(Paulinho da Viola, claro!)


Obrigada por momentos tão gratificantes, professor!


Para quem não teve oportunidade de conhecer o Sérgio face to face, vá vê-lo na telona no filme sobre o maravilhoso CARTOLA .
(Segredo: antes de ser Portela e desfilar, eu era Mangueira, justamente por causa deste sensível compositor – já havia o mencionado em Rosas, rosas, rosas...”)


“A sorrir, eu pretendo levar a vida...”
(Eu também, CARTOLA eu também!)


P.S. A Maria Veiga já participou de três cursos na CASA DO SABER: "Filosofia da Linguagem", "Arqueologia dos prazeres" e "Novos rumos na Era das incertezas", que comentou no texto Toda ternura.
Outro "não-professor" - Ferreira Gullar - falará sobre sua poesia concreta. Mas como já assisti, vou escolher o Neo-realismo italiano (sintam meu amor por estes filmes em B&P).
 
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