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Lençóis Maranhenses
Por Beatriz Novaes
Se você não conhece, não deixe de ir.


Lá, a natureza ainda se preserva intacta e exuberante.
A areia é branca e fina como açúcar, as águas claras e frescas (quase mornas) em tons piscina-esverdeados.




Lagoa Sete mulheres


Nossa aventura começou em São Luis, cidade que me surpreendeu pelo crescimento e limpeza urbana. A parte antiga da cidade está aos poucos sendo recuperada, e como virou patrimônio da humanidade pela Unesco nos anos 80, podemos observar legítimos conjuntos de arquitetura colonial portuguesa. As fachadas de azulejos são lindas e impressionantes.





A cidade está se consolidando como pólo gastronômico e cultural.
À noite vários bares e restaurantes colocam mesinhas nas calçadas, onde conjuntos de música ao vivo se apresentam. Você pode apreciar a comida regional com muita carne de sol e bolinhos de macaxeira recheados, acompanhados pela geléia de pimenta rosa (deliciosos). O “Antigamente”, restaurante tradicional do Centro Histórico (Rua da Estrela), mostra bem esta mistura exótica – simples, mas com charme.


Depois, a dica 'quente' é pegar um avião pequeno e voar para Barreirinhas, de onde se parte para conhecer os Lençóis.
Durante o vôo temos a oportunidade de ver a ilha de São Luis, seus diversos rios e o encontro com o mar, além de poder observar os Lençóis em sua totalidade e se ter idéia de sua extensão, grandiosidade e beleza. Imperdível!





Chegando a Barreirinhas, recomendo almoçar no restaurante local, em frente ao Rio Preguiças. Se gostar de peixe, prove o robalo (ou a pescada amarela) e as patinhas de caranguejo - são ótimas.


Alugamos uma lancha voadora e nosso guia era o João Catanhêde, figura única, com muitas histórias para contar. Seu avô já era pescador e ele conhece o rio como ninguém - cada canto e curva, cada igarapé. Tivemos a oportunidade de vivenciar in loco a flora e a fauna locais, uma verdadeira aula.





Nossa primeira parada foi em Vassouras, uma vila de pescadores com pouquíssimas casas, todas bem rústicas, com telhado de palha de buriti (tipo de palmeira local). Lá conhecemos as primeiras dunas, pertencentes aos Pequenos Lençóis. É interessante entender como elas começaram a se formar e como vão aos poucos invadindo a vegetação. Do alto das primeiras dunas, vislumbramos o que nos esperava pela frente: um mar de areias como uma paisagem lunar e lagoas que se formam com a água límpida e transparente das chuvas.





De Vassouras fomos até Caburé, vilarejo onde dormimos nossa primeira noite, na Pousada do Mirante. Sem eletricidade, a lua cheia torna-se mais deslumbrante em meio ao céu noturno repleto de estrelas.


Manhã seguinte, nosso programa era conhecer parte dos Grandes Lençóis. Partimos de lancha até Atins e depois de Toyota visitamos as Lagoas do Mário (no meio da vegetação) e a das Sete Mulheres, envolta pelas dunas. Foi a nossa primeira (e maravilhosa) experiência de banho nas lagoas, que formam uma seqüência de águas cristalinas.


Vale a pena uma volta à infância e sair correndo, mergulhar nas águas ou ir rolando pelas dunas. O almoço no restaurante-alpendre da Luzia é famoso pelos camarões na brasa, com direito a um cochilo nas redes penduradas próximas às mesas.





Voltamos por Atins, para pegar novamente a lancha até Mandacaru (aquela da música) visitar o farol. Do alto, vislumbramos o encontro da vegetação com as dunas, para onde seguimos para assistir ao pôr-do-sol, em meio à revoada dos guarás (tipo de pássaro local, com plumagem rosada). Uma cena inesquecível!





No último dia andamos de balsa e depois de Toyota para chegar até a mais deslumbrante das lagoas: a Bonita, que na verdade é linda!





Finalizamos nossa estadia no Hotel Porto Preguiças, muito charmoso com bangalôs super confortáveis. É seguramente o melhor resort de Barreirinhas.





Faríamos tudo novamente...


Beatriz Novaes é nossa consultora de moda – leiam seus ARTIGOS Beatlemodamania e Tendências verão 2007.
Escreveu também a DICA sobre a exposição Ashes and Snow que visitou em Los Angeles. Juntas, idealizamos os quatro diálogos moda-design da Sala Mutante – Morar mais 2004.
 
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