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Degustação às cegas
Por Ignez Ferraz
Blind tasting versus dégustation sans vision


Doze pessoas se reúnem em torno de uma mesa para participar de uma harmonização. A novidade? A sala não tem luz, escuridão total. Aí se inicia um ritual lento, onde os vinhos e seus complementos serão apreciados e comentados pelos comensais. Suas vozes são incorporadas ao clima deste mistério. Quem serão?



Desenho de Bel Barcellos da série “Ela vem trazer encanto ao mundo”.


Esta é a mais nova modalidade de degustação apreciada pelos connosseurs. Um iniciante não ousa nesta investida, pois deverá analisar com calma e fascínio este mundo tão sutil.
Já para os iniciados, a degustação às cegas tem seus encantos. Num mundo efervescente de contradições, difícil de trocas verdadeiras, este encontro às escuras nos instiga a imaginação, aflora nossos sentidos, pois até então nossas escolhas eram feitas através do olhar.


Desta vez a visualização será mental. Para isto, o olfato, o paladar e o tato terão que se aproximar. Só imagine...


Olfato – Libere a imaginação e inspire. Os aromas evoluirão à medida que você o aprecie, pois seus diversos componentes se volatilizam em tempos diferentes. Procure associar os aromas a sensações que você conhece e ficará mais fácil reconhecê-lo e recordá-lo.


Paladar – Confirmação de tudo que já se sentiu – da sensação de doçura, percebida na ponta da língua, à acidez provocada pela maior salivação.


Tato – As nuanças de aromas mudam à medida que sorvemos do líquido, sentindo-o em toda sua extensão. Notam-se sua consistência, fluidez e temperatura.


Ao se acenderem as luzes, haverá surpresas quanto ao que ingerimos ou quanto aos parceiros desta empreitada?


Para se tornar um poeta da degustação são importantes imaginação e memória. É necessário também, além da emoção, conhecer todas as técnicas e dominá-las, sem comprometer o principal intuito: o prazer.


Para mim, a idéia desta mesma degustação somente a dois seria ainda mais hipnotizante. Não com um total desconhecido. Como sempre a delícia não é pela variedade, mas, como nos vinhos, aquela uva de safra rara e difícil de ser encontrada – aquela que sempre te despertou o maior dos desejos. Um vinho proibitivo de safra especial, que embriaga, alucina, mas não faz mal.


P.S. Se você não entendeu o "clima" desta crônica, precisa urgente de um assessor da ABS (pensou que a sigla significasse Associação Brasileira de Sommeliers?)
 
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