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Novas peles de vidro: cores e termoformatação
Por Ignez ferraz
Skin and Bones - new forms and colours



O edifício da AUDI na Oyamadai, em Tóquio (projeto de Andrew Doré) chama atenção pela sua fachada destorcida e assimétrica em vidros azuis. Se a imagem que desejaram transmitir ao futuro cliente era a de alta tecnologia e design arrojado, acertaram na mosca (azul)!
É impossível ficar indiferente perante suas formas deconstrutivistas
.


O Estilo Internacional (nota 1) com suas fachadas integrais de vidro ditou a moda da Arquitetura na década de 20. O alemão Mies Van der Rohe (nota 2) era ícone, assim como a Cidade de Chicago (transferiu-se em 1936) seu melhor exemplo nos Estados Unidos.


Os vidros voltaram a dominar o mercado, porém, com sua sofisticada tecnologia e resistência, novos padrões surpreendem, aumentando seu leque de utilizações.


A COR (reparem quantos prédios com vidro verde encontramos nos projetos residenciais do Rio – transparentes e não espelhados!) é um diferencial. Apesar do vidro incolor ainda ser de extrema beleza e relevância (As Janelas de Berlim demonstram sua utilização como elemento de preservação das fachadas), o impacto causado pela cor está sendo utilizado até mesmo como elemento de marketing.




Em Ginza, a leveza desta galeria de Arte de blocos espaçados e atravessados por fina estrutura irregular, foi enfatizada pelo uso de verde plácido (mas com transparência) nos vidros da fachada.


A TERMOFORMATAÇÃO (admirem como os escandinavos dominam há tempos esta técnica na madeira em Nórdicos em alta) nos vidros também ampliou seu espectro de aplicações e efeitos. (Norman Foster tem “abusado” de formas amorfas em suas criações na sua novíssima Arquitetura de Londres) Vejam dois bons exemplos desta técnica:



Criativo, Takao Kawasaki surpreende com sua fachada de cristal ondulado e manchas azuis para a COMME DES GARÇONS em Omotesando.



A edificação projetada por Herzog e de Meuron para a PRADA Omotesando é “amarrada” com cordas de aço, que formam uma trama quadrangular de cristais planos, côncavos e convexos nas empenas, deformando a visão do seu interior. No crepúsculo, tornam-se azulados. (Outras fotos desta construção vocês encontram em Tóquio veste Prada)
.


Nota 1: O Estilo Internacional dominou a Arquitetura nas décadas de 1920 e 1930. Os princípios do seu design constituem parte da estética do Modernismo: o ornamento é crime, verdade nos materiais; formas cúbicas em plantas retangulares e fachadas com ângulos de 90°(Louis Sullivan); form follows function; e a descrição de Le Corbusier das casas como “machines à habiter”.
Tinham como paradigma que a solução arquitetônica era indiferente ao local e clima e por isso mesmo foi batizado de “Internacional” (mais tarde identificado como sua fraqueza).


Nota 2: Ludwig Mies van der Rohe (born Maria Ludwig Michael Mies -1886/1969), juntamente com Walter Gropius e Le Corbusier, é reconhecido como um dos Mestres do Modernismo. Desejou que seu movimento marcasse a Arquitetura assim como o Clássico e o Gótico em suas eras. Trabalhou com simplicidade estruturas de aço aparentes e vidros, definindo espaços austeros, mas amplos e elegantes. Chamava seus edifícios de “skin and bones” e ficou conhecido pelos aforismos “less is more” e “God is in details”.


Acho que hoje a releitura mais emblemática do Estilo Internacional é o projeto da Igreja Herz Jesu em Munique de Allman Sattler Wappner (já detalhada na Homenagem Profissão Arquiteto: INVISTA!): apresenta todas as características deste Estilo,com uma importante diferença: é AZUL!






OBS: Este artigo foi inspirado na matéria que escrevi para o Portal Fórum da Construção, com o nome de "Preservação arquitetônica e as peles de vidro".
 
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