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Luz dos olhos
By Maria Veiga
“Quando a luz dos olhos meus,
e a luz dos olhos teus,
já não pode esperar...”






QUANDO não pode esperar?


Quando sua respiração fica ofegante só dele tocar sua mão e apertá-la. Quando então você vai dormir pensando naquele pequenino gesto (se é que consegue dormir) e aí no dia seguinte de manhã (quando um leve sorriso ainda não desgrudou dos seus lábios desde a noite anterior) ele lhe telefona com saudades.
Aí, meninas, vocês só terão duas escolhas: ir fundo (porque esta sensação só acontece algumas vezes na vida), ou fugir (por medo de sofrer).


Meu conselho: se resolver fugir corra devagar, para que o desejo possa novamente lhe alcançar.


Isso pode acontecer em qualquer idade, em qualquer tempo, menos naquela noite em que você resolveu “ficar” sem nem conhecê-lo(s)
bem. Estas sensações excitantes de “ficar” (aliás, o termo mais up-to-date – e pejorativo, significando com quem você “fica” – é “peguete”) nada têm a ver com o primeiro relato: quando duas pessoas se descobrem viáveis em pele, olho e suspiro.
Depois de conversar muito, admirá-lo (item importantíssimo, vocês verão!) e imaginar que no dia seguinte gostaria de encontrá-lo de novo. E de novo... e de novo!
Aí entra aquele olhar, ANTES desconhecido para você (nunca duvide daquilo que você vê e compreende através do olhar) - mais lânguido, mais sorridente...


Ah, as mãos! Meninas, meninas, vocês não sabem o que estão perdendo ao ir direto para o beijo sem essa escala. O toque, a maciez da pele, o desejo atiçado.


Tenho ouvido muitas reclamações: os rapazes só querem “pegar”, não querem namorar. Não é reproduzindo o comportamento deles que vocês alcançarão seu objetivo. Mas dificultando as suas intenções (as dificuldades aumentam o desejo, vocês irão aprender com o “tempo”, este eterno aliado), adiando a pressa (claro que, já na meia-idade, não dá para adiar taaanto assim); percorrendo todas as nuances das delícias de um relacionamento: sussurros e palavras doces, os toques leves no cabelo e no rosto, a espera ansiosa por um telefonema (ah, e depois escutar sua voz e saber pelo tom que ele também queria muito ouvir a sua)... E rir, rir muito juntos, porque a vida é MUITO BOA (espero que vocês não descubram isto MUITO tarde) e está sempre nos surpreendendo – desde que vocês a recebam de braços abertos.



“Can´t take my eyes off you, can´t take my eeeeyes off you...”


Exagero romântico? Então tentem primeiro, depois me escrevam: mariaveiga@ignezferraz.com.br


Nota Ignez: Gostaram? Se quiserem ler outros textos da Maria, acessem Mãos Dadas, O tempo de uma paixão e Toda Ternura


E, pelo Dia dos Namorados, um último Lembrete do sábio Drummond:


Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.



Vocês foram à exposição da série “Amoureux”, de desenhos à nanquim do Guilherme Secchin, inaugurada no Dia dos Namorados? (Sol, não é por nada não, mas que maior presente o Gui poderia lhe dar?)
Bem, é claro que eu fui! Vê lá se eu ia perder um evento romântico e bonito destes, ainda mais saboreando o delicioso menu dégustation do Garcia & Rodrigues?
Ah, e para os românticos por natureza, não deixem de adquirir um deles...





Este é o MEU: não dou, não troco e não empresto – afinal de contas eu tenho uma dedicatória do autor atrás do quadro!
 
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