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Dynamic Tower : Sustentabilidade nas alturas
Por Tabitha von Krüger
Dois edifícios, com características imponentes de sustentabilidade aliada à alta tecnologia, vêm fazendo furor, embora nem tenham ainda saído da prancheta (ops, computador!): um em Dubai, cujo início das obras está previsto para final de 2008 e outro em St.Peterburg (Rússia, quem diria!) para 2012. Vejamos a seguir:


A Dynamic Tower em Dubai, projeto do arquiteto David Fisher da Dynamic Architecture, tem gerado polêmica aqui no Brasil por ter sido chamado de primeiro edifício rotativo do mundo.





Em 2004, foi erguido em Curitiba o detentor deste título, embora nunca tenha sido ocupado. Outro projeto que segue esta mesma linha, mas não executado, é o Wind Shaped Pavilion de Michael Jantzen. O pavilhão consiste em uma estrutura leve em tecido, que seria movimentada pelo vento, gerando energia necessária para seu funcionamento.





O projeto em Dubai sintetiza essas duas correntes: habitação em um edifício giratório e a preocupação ecológica.





No final de 2008 serão iniciadas as obras da torre de 420m de altura e 80 andares, com uso misto residencial – habitação, hotel 6 estrelas e comércio. Apenas o núcleo central será construído utilizando métodos tradicionais (concreto armado, fabricação no sítio) e demorará 6 meses. Enquanto isso, as estruturas modulares (90% do prédio) serão fabricadas em Jebel Ali (Dubai) e trazidas prontas para o local, onde serão içadas, posicionadas e conectadas ao núcleo central em apenas 2 dias.





O “Método Fisher”, como é chamado, além de econômico e de rápida execução na ‘montagem’, resulta em uma obra limpa e mais segura, pois evita os acidentes mais usuais do canteiro de obra tradicional. No local da construção serão necessários apenas 90 trabalhadores e engenheiros, e o tempo de construção será 30% menor do que da construção in loco. Outra vantagem da pré-fabricação foi a possibilidade de maior controle de qualidade, e a flexibilidade na customização das unidades.





Entre cada pavimento foram projetadas turbinas horizontais para captar a energia dos ventos e abastecer o prédio, além do sistema de captação de energia solar no teto.





“Considerando que Dubai tem 4.000 horas de vento anualmente, as turbinas incorporadas ao prédio irão gerar 1.200.000 kWh de energia” diz Fisher. Uma vez que o consumo médio estimado residencial é de 20-24.000 kWh por ano, 4 turbinas apenas seriam necessárias para atender perfeitamente os 200 apartamentos do prédio, as outras 44 poderiam fornecer energia limpa para todo o entorno. Sua estrutura de fibra de carbono possui uma forma especial para reduzir o ruído, uma vez que se localizam logo abaixo e acima dos habitantes. Outra facilidade desse sistema é que a manutenção poderá ser feita utilizando a própria estrutura do edifício - um elevador terá uso dedicado ao seu acesso.





Além do dinamismo, a fachada mutante - o movimento dos anéis garante a insolação ideal a cada hora – possibilita aos habitantes escolher a melhor iluminação ou vista, pois o movimento é controlado diretamente pelo morador através de comandos de voz.





E isso é apenas o princípio: a idéia de Fisher é replicar este conceito em várias outras cidades ao redor do planeta. Segundo ele, Nova York, Milão, Londres, Hamburgo e até São Paulo manifestaram interesse em construir edifícios mutantes ecologicamente sustentáveis. Atualmente, em Moscou a segunda Dynamic Tower já está em fase avançada de projeto.


Não muito longe de lá, em St. Peterburg, a firma inglesa RMJM tem outra abordagem para o tema - o Okhta Centre, torre com 396m de altura, de uso misto comercial e institucional. A sede da Gazprom (estatal de petróleo russa) é constituída por salas comerciais, museu, sala de concerto e arena de esportes e tem sua data de construção prevista para 2012.





Assim como em Dubai, a sustentabilidade foi, desde o início, um dos pontos de maior ênfase da equipe. Por se tratar de um local cujas temperaturas podem atingir -30ºC no inverno, a preocupação com a conservação de energia foi uma das grandes condicionantes do projeto. Essa característica ambiental levou à criação de um envelope, chamado de “casaco de pele” (vejam outros exemplos de peles de vidro), formado por uma dupla membrana de vidro entremeada por um átrio ajardinado, que envolve toda edificação. Essa “zona tampão” garante o isolamento térmico do interior, evitando a perda de calor no inverno e a incidência excessiva dos raios solares no verão.





Outra preocupação foi com o próprio método construtivo: apenas 7 tipos de painéis de vidro são repetidos na fachada, minimizando o impacto da produção.
O projeto também proporciona uma melhor qualidade de vida dos ocupantes, pois oferece espaços de lazer nos andares, diminuindo a necessidade de subir e descer o arranha-céu várias vezes ao dia.








A forma pentagonal retorcida proporciona diferentes efeitos de luz quando atingida pelo sol em diversos ângulos - o edifício muda de cor com a passagem do dia, gerando um grande dinamismo na fachada (outros exemplos em Complexidade x Simplicidade). Sua forma maximiza a área de insolação, permitindo o contato com o exterior mesmo dos escritórios mais internos, gerando uma redução do gasto de energia com aquecimento - além de garantir uma vista deslumbrante da paisagem do Rio Nera, principal curso d’água que corta a cidade.


 
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